O Evangelho de hoje fala sobre a cura de um cego de nascença. Mas esta história não se trata apenas de cegueira física. É uma história sobre cada um de nós.
O Senhor diz: “Eu sou a luz do mundo” (João 9:5).
Há uma luz que os olhos veem. E há uma Luz que a alma vê. Ela não pode ser acesa por si só. É o próprio Cristo.
Os discípulos perguntam: “Quem pecou, este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?”
Quantas vezes procuramos alguém para culpar, tentando explicar a dor alheia?
Mas Cristo responde de forma diferente: “É para que as obras de Deus se manifestem nele.”
Nem toda escuridão é castigo. Às vezes, é um lugar onde o Senhor escolhe revelar o Seu poder.
Cristo faz barro, unge os olhos do cego e diz: “Vai e lava-te.”
O homem vai, ainda sem enxergar nada.
Eis a lei da vida espiritual: primeiro a obediência, depois a compreensão.
Queremos primeiro entender, sentir e ser convencidos.
Mas o Senhor aguarda um passo de confiança.
Ore quando estiver sem forças.
Arrependa-se quando estiver envergonhado.
Perdoe quando for difícil.
E então vem a luz.
Os fariseus veem um milagre e permanecem cegos. Porque o orgulho cega mais do que a doença.
Mas o homem que antes era cego trilha o caminho da fé: primeiro chama Cristo de homem, depois de profeta, e então se prostra diante Dele com as palavras:
“Senhor, eu creio.”
É assim que nasce a verdadeira fé — não por hábito, mas por um encontro pessoal com Cristo.
Se hoje sua alma está obscurecida, não tenha medo.
Não finja que vê.
Diga honestamente:
Senhor, eu não vejo. Ilumina-me.
E Ele responderá.
“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8:12)
Sacerdote Antoniy Kosykh
tradução de monja Rebeca (Pereira)








