Cristo profere hoje palavras que soam estranhas ao mundo:
Estamos acostumados a nos preservar: nossa força, nosso tempo, nossa paz de espírito, nossa retidão. Pensamos que é assim que preservamos a vida.
Mas o Senhor revela outra lei.
Tudo aquilo que uma pessoa valoriza demais permanece infrutífero.
Uma semente que se recusa a morrer permanecerá semente — inteira, preservada, segura… mas inútil.
Para dar fruto, ela precisa ser escondida na terra e morrer, retornando ao seu estado anterior.
Assim é com o homem.
Enquanto nos apegarmos ao nosso orgulho, às nossas mágoas, ao nosso desejo de controlar tudo, ao nosso medo de perder o que nos é familiar, permaneceremos espiritualmente estéreis.
A verdadeira vida começa onde uma pessoa aprende a se doar.
Dê tempo a Deus.
Dê força aos outros.
Dê orgulho ao arrependimento. Rendando seu “eu quero” à vontade de Deus.
Isso sempre parece a morte.
Mas é precisamente através dessa morte que a verdadeira vida surge.
É por isso que Cristo chama Sua ascensão à cruz de “glória”.
O mundo vê derrota.
Deus vê vitória.
O mundo teme o sacrifício.
Deus salva através dele.
E este caminho está aberto para cada um de nós.
Enquanto há tempo, enquanto seu coração ainda ouve, enquanto sua consciência está viva — não demore.
Morra para o que o impede de viver com Cristo.
Então o fruto aparecerá: amor, paz e uma alegria tranquila que ninguém pode tirar.
“Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto” (João 12:24).
Sacerdote Antoniy Kosykh
tradução de monja Rebeca (Pereira)








