Hoje, a Igreja recorda as santas mulheres mirróforas.
Aquelas que não as abandonaram.
Aquelas que permaneceram com Cristo até o fim.
Quando tudo desmoronava, quando os discípulos estavam com medo, quando tudo parecia perdido, elas foram ao túmulo.
Não por um milagre.
Não por uma recompensa.
Simplesmente porque amavam.
Seu amor era silencioso, mas forte.
Não ruidoso, mas fiel.
Elas não discutiram sobre como remover a pedra.
Simplesmente caminharam.
E foi a elas que o Filho de Deus Se revelou primeiro.
A elas, as primeiras a ouvir a notícia: Cristo ressuscitou!
Assim é sempre na vida espiritual: onde há fidelidade, Deus Se revela.
Hoje, a Igreja fala especialmente sobre o papel da mulher.
Sobre a força que não reside nas palavras, mas no coração.
Uma mulher preserva a fé quando outros lutam. Mantém você aquecido quando tudo ao redor está frio. Traz amor quando ele falta.
Não por força externa,
mas por paciência,
oração,
misericórdia.
Assim como as portadoras de mirra não temiam a escuridão nem o medo, hoje as mulheres são chamadas a ser luz – na família, no lar, na vida dos entes queridos.
E esse serviço muitas vezes passa despercebido, mas é justamente ele que impede a destruição do mundo.
Que haja gratidão no coração de cada um de nós neste dia.
Pela fidelidade.
Pelo cuidado.
Pelo amor que nunca falha.
“E, tendo voltado do sepulcro, contaram todas estas coisas aos onze e a todos os outros” (Lucas 24:9)
Sacerdote Antoniy Kosykh
tradução de monja Rebeca (Pereira)








