Hoje é Radonitsa.
O dia em que a Igreja nos convida a compartilhar a alegria pascal com aqueles que já partiram para a eternidade.
Rezamos pelos falecidos, visitamos os cemitérios e levamos não o desespero, mas a saudação pascal:Cristo ressuscitou!
Porque para um cristão, a morte não é o fim.
O amor não cessa na sepultura.
A oração não conhece limites de tempo.
Hoje, as palavras do Evangelho ressoam com especial profundidade: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n´Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Deus salva o homem por amor.
Não porque Ele precise ser implorado por misericórdia, mas porque Ele mesmo é misericordioso.
Ele deseja a salvação do homem mais do que nós mesmos podemos desejá-la.
Portanto, oramos por nossos entes queridos com esperança.
Não como necessitados, mas como filhos que conhecem a misericórdia do Pai.
Radonitsa nos faz lembrar de nós mesmos.
O julgamento começa aqui — na resposta do nosso coração à luz de Deus.
Uma pessoa ou vai para Deus ou se esconde d´Ele.
Ou abre sua alma para a verdade ou escolhe a escuridão dos hábitos, paixões e autojustificação.
Cristo ressuscitou e destruiu o poder da morte.
Agora o caminho está aberto a todos.
Mesmo que uma pessoa caminhe com dor, dúvida ou cansaço,
se ela caminhar para Cristo, caminhará para a vida.
Oremos hoje pelos que partiram e por nós mesmos:
para que não fujamos da luz de Deus,
para que aprendamos a viver com Deus agora,
para que nosso encontro com a eternidade se torne um encontro com o Amor.
“Deus é amor; quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele” (1 João 4:16).
Sacerdote Antoniy Kosykh
tradução de monja Rebeca (Pereira)






