A expressão “Festa das Festas” é semelhante ao Santo dos Santos e, portanto, ao lugar mais importante do templo. E o templo inteiro não consiste apenas no Santo dos Santos; ele também contém um Lugar Santo simples — um lugar para oração pública.
Para que um Santo dos Santos exista, deve haver um lugar para oração constante, tanto para as orações em si, quanto para uma série de serviços religiosos, e muito mais. Somente então, uma vez por ano, o sumo sacerdote podia entrar na arca e sussurrar o nome de Deus.
Por analogia, para celebrar a Páscoa e a festa da vitória de Cristo sobre a morte uma vez por ano, precisamos ser cristãos o ano todo. Ou precisamos nos afastar das obras mortas agora e tomar a intenção de nos tornarmos cristãos nesta noite de Páscoa.
Caso contrário, sem a resolução de servir a Deus, sem muitos sacrifícios e ofertas espirituais sutis, porém constantes, simplesmente pisotearemos os átrios do Senhor ano após ano. Claro que não indefinidamente. Deus tem muitas maneiras de acabar com a adoração inútil e formal ao Seu Santo.
Arcipreste Andrey Tkachev
tradução de monja Rebeca (Pereira)







