São Nicolau era humilde, mas não fraco de espírito. Ele defendia os inocentes, impedia injustiças que estavam prestes a levar à execução e falava às autoridades de uma maneira que as fazia ouvi-lo. Sua verdade era desprovida de malícia, sua coragem de orgulho. Por isso, suas palavras não arruinaram vidas, mas as salvaram.
Frequentemente invocamos São Nicolau como um socorro rápido em momentos de necessidade, e com razão. Mas a veneração plena não se resume a pedir, mas também a ser a resposta ao pedido de alguém. Quantas vezes São Nicolau nos ajudou milagrosamente! Que ele ajude alguém através de nós, pelo menos uma vez. Então, a festa transcenderá os muros da igreja e se tornará a vida do mundo.
Estamos agora no período do Jejum da Natividade. Este é o melhor momento para praticar boas ações em homenagem a São Nicolau. O Jejum não se resume apenas a restrições alimentares, mas sobretudo à infinitude do amor e aos atos de amor. Somos chamados a doar generosamente nosso tempo, atenção, recursos financeiros, abrigo e orações durante este período. O Jejum é quando o prato de alguém aparece ao lado do seu. É nesse período que o ruído desnecessário desaparece da rotina diária, e surge espaço na lista de afazeres para Deus e para o próximo. Assim, o Jejum se torna uma celebração, porque Cristo, Que vem nascer em Belém, entra no lar.
Metropolita Ambrósio (Ermakov)
tradução de monja Rebeca (Pereira)







