Estamos vivendo um período penitencial desde o último domingo e participamos dos primeiros serviços da Santa e Grande Quaresma (Completas, Pré-Santificados, Hino Acatiste).
Hoje, celebramos a vitória da Ortodoxia. Que vitória? A vitória da fé em Cristo sobre todas as crenças falsas e heresias. O que significa “Ortodoxia”? Fé e adoração corretas. “Mas”, você me dirá, “o que é fé? Por que eu deveria crer? Por que eu deveria permitir que Deus entre na minha vida?”. A fé é a força motivadora na vida de cada pessoa. É aquela força invisível que nos ajuda em nossas dificuldades e problemas.
Sempre que as pessoas enfrentam dificuldades e problemas, Deus está com elas. Porque quando se chega ao fundo do poço, só resta a mão de Deus. Numa era em que a humanidade caminha rumo à catástrofe, o papel da fé ocupa um lugar importante e significativo na vida das pessoas. Mas a fé não opera milagres por si só; ela precisa estar aliada a uma vida cristã plena.
Não posso dizer que sou ortodoxo e, ao mesmo tempo, viver uma vida tão diferente e incompatível. Preciso trilhar meu caminho de maneira ortodoxa. Em primeiro lugar, preciso participar do culto da Igreja. Durante o período da Quaresma, temos muitas oportunidades de participar: Liturgias dos pré-santificados, completas todas as noites, saudações todas as semanas. Não desperdicemos as oportunidades que a Igreja nos oferece para estarmos presentes em seu culto. Através dos serviços religiosos, fortalecemos nossa fé em Cristo.
Com a fé vêm os milagres. Um milagre é a presença de Deus em nossa vida. Um milagre não é apenas a manifestação do luminoso em nossa vida; É também um milagre quando pessoas que foram enganadas retornam à Ortodoxia.
Assim, no início da Quaresma, a Igreja enfatiza a fé correta que devemos seguir, uma fé onde não há espaço para concessões. Não devemos recuar; não devemos diluir nosso vinho em matéria de fé. A fé é aquela que foi defendida pelos Santos Padres em sete Sínodos Ecumênicos. Numa época em que tudo está sendo demolido e entrelaçado, somos chamados a manter viva e forte a fé dos Santos Padres, em conformidade com a declaração sinodal sobre a restauração dos ícones:
“Como os Profetas viram, como os Apóstolos ensinaram, como a Igreja acolheu, como os Mestres expressaram em dogma, como o mundo habitado concordou com eles, como a graça iluminou, como a verdade foi revelada, como o erro foi banido, como a sabedoria se ousou declarar, como Cristo assegurou.” Assim pensamos, assim falamos, assim pregamos Cristo, nosso verdadeiro Deus, e seus Santos, honrando em palavras, em escritos, em conceitos, em sacrifícios, em igrejas, em ícones, adorando e reverenciando os primeiros como Deus e Senhor, e honrando os últimos como genuínos servos do Senhor de todos, prestando-lhes a devida veneração. Esta é a fé dos Apóstolos; esta é a fé dos Padres; esta é a fé dos Ortodoxos; esta é a fé que sustentou o mundo habitado.
Sotirios Theologou
tradução de monja Rebeca (Pereira)






