FILHOS DA GUERRA
No princípio, quando havia paz, à humanidade foi dado o temível e nobre dom do livre-arbítrio. Esse dom perfeito da vida, em instantes, trouxe a morte da humanidade. Dentro desse dom de liberdade havia dois caminhos, duas escolhas: o bem e o mal. A humanidade escolheu o mal. Como um anjo caindo do céu, como um relâmpago, toda a humanidade caiu no abismo da corrupção e da morte.
Como filhos da guerra, esta é a nossa origem. Viemos de milhares de anos de tristezas — na fome, na sede, na nudez, no aprisionamento e na morte. A cada passo no caminho do mal da humanidade, o homem quase queimou por completo a ponte para o seu Criador. E, no lugar do Criador, o homem entronizou a sua própria mente imperfeita e a sua máquina.
Com essa máquina, a humanidade progrediu para a regressão. A máquina mostrou-se disfuncional e agora está totalmente fora de controle, vitimando a juventude de hoje. Não há um único jovem do Apocalipse que não tenha sido apanhado nas engrenagens do Niilismo. De guerra em guerra; de genocídio em genocídio; de holocausto em holocausto, nossa história pode ser resumida em uma palavra: morte. Das primeiras guerras tribais à primeira guerra civil; da Revolução Francesa à Revolução Russa; da Primeira Guerra Mundial à Segunda Guerra Mundial; do Vietnã às guerras de gangues nos centros urbanos, a humanidade, em liberdade, escolheu esse caminho. A humanidade escolheu essa guerra do mal contra o bem.
Nesta nossa história e origem, todas essas guerras chegaram a um fim sangrento. Mas há uma guerra que o homem iniciou no princípio e que continua até esta geração de jovens. Todos os dias, à medida que o nosso mundo se afasta da verdade, a escuridão dessa guerra se fecha sobre nós. Ela continuará a se tornar mais escura até admitirmos que a guerra que desprezamos, e a fome e o sofrimento que ela produz, estão no campo de batalha de nossos corações.
Essa guerra não é nação contra nação nem homem contra homem, mas é simplesmente: homem contra Deus.
st. Herman of Alaska Brotherhood
tradução do Diácono André Souza







