Desde o ventre materno o recém-nascido chora; e essas lágrimas continuam a cair até esta geração de jovens. Cada lágrima de cada criança é um gesto doloroso de uma confissão universal da queda da humanidade da perfeição — para a corrupção, o sofrimento e a morte. Esse clamor não se torna mais fraco à medida que envelhecemos. Pelo contrário, nestes tempos dignos de muito lamento, o clamor cresce mais alto e é a única consolação da juventude de hoje.
Esta geração de jovens, que muito bem poderia ser a última geração, está acorrentada em desespero a esse clamor, porque vê com muita clareza que este mundo quebrado está chegando ao fim. E ninguém lhes disse a verdade de que, no apocalipse, Deus enxugará toda lágrima de seus olhos. Mas eles foram ensinados pela violência que essa verdade eterna é “relativa”.
Sozinhos, aprisionados neste mundo, somos condicionados a acreditar que “não existe verdade absoluta” e que “não há resposta para a pergunta: Por quê?”. Depois de passarmos a infância em uma prisão tão fria, não é de se admirar que, na juventude, busquemos a morte. Quando não há resposta para a pergunta “Por quê?”, a única liberdade parece ser o suicídio. Quando não há verdade em um mundo de falsidade; quando não há beleza em um mundo feio; quando não há amor em um mundo de violência e ódio; quando não há Deus em um mundo sem fé, não é de se admirar que, em cada quarto, em cada rua, em cada cidade, possa-se ouvir o choro dos jovens. É por isso que a rebelião juvenil nasce e é justificada.
Esse desmoronamento do nosso mundo se deve a uma filosofia, a uma missão que tem sido vitoriosa sobre a liberdade de pensamento do homem desde o início dos tempos — o Niilismo. É a crença de que “não existe verdade”. É como uma máquina sem coração e sem coragem que avança, dando à luz destruição, tristeza, dor e morte. Ela escolhe os jovens como suas vítimas, pois é fácil marcar a inocência da juventude.
É essa máquina que controla o espírito destes tempos e nos diz que não há resposta para a pergunta “Por quê?” — e, portanto, nenhuma razão para viver. É essa máquina da apostasia que deu à luz a juventude de hoje. Nós somos seus filhos; somos os filhos do Niilismo; somos a juventude do apocalipse.
Agora, ficamos com uma geração que está morrendo por causa do suicídio — o Último Genocídio. Esse Genocídio só pode ser interrompido pela Verdade. Para abraçar essa Verdade, devemos morrer para este mundo e ressuscitar. Este é o desatar das correntes. Esta é a Última Verdadeira Rebelião.
st. Herman of Alaska Brotherhood
tradução do Diácono André Souza








